Em novembro de 2016 fui sozinha para o Uruguay, fiquei dez dias passeando por lá e visitei seis cidades, as quais estão pormenorizadas em posts específicos sobre cada uma delas: Colonia del Sacramento, Montevideo, Piriápolis, Punta del Este (com visita à Casapueblo), Cabo Polonio e Punta del Diablo (com visita ao Parque Nacional e Fortaleza de Santa Teresa). Há também um post com detalhes do meu roteiro (inclusive gastos) e outro com algumas informações úteis para o viajante que quer conhecer o país.

Esse post diz respeito ao meu sexto (e último) destino no Uruguay: Punta del Diablo. Após passar dois dias em Cabo Polonio, segui rumo a Punta del Diablo, um vilarejo à beira mar com pouquíssimos habitantes, ruas de areia e construções simples. Fui fora de temporada, portanto o lugar estava bem tranquilo, pacato e praticamente deserto, porém durante a alta temporada (verão) os turistas lotam o vilarejo e as noites se transformam em festa e badalação. Cheguei a Punta del Diablo por volta das 14h do dia 18/11/2016 e parti no dia seguinte às 21h rumo ao Aeroporto Carrasco (Montevideo) a fim de esperar pelo meu voo para o Brasil que saía no dia 20 de manhãzinha (passei a noite no aeroporto).

Para ir até Punta del Diablo, saí da vila de Cabo Polonio com o pau-de-arara/jardineira (caminhão adaptado) que nos deixou na rodoviária de Cabo, então entrei no ônibus da Rutas del Sol em direção à cidade de Castillos (56 pesos = 7 reais) e de lá comprei passagem da empresa COT para Punta del Diablo (75 pesos = 10 reais). Ao desembarcar no Terminal Rodoviário de Punta, caminhei cerca de 2,5 km até o vilarejo, mas há a opção de utilizar táxi para fazer esse trajeto, embora eu não tenha visto nenhum por perto (provavelmente por ter ido fora de temporada). No momento da volta, preferi ir até o Terminal com o táxi (200 pesos = 25 reais), pois o horário do ônibus era noturno e além disso meu dia tinha sido muito cansativo, portanto conversei com a funcionária do hostel e ela chamou um táxi para mim, porém foi difícil encontrar alguém que pudesse me levar, pois alegavam que não trabalhavam à noite fora de temporada (como assim?!). O valor da passagem do ônibus da COT de Punta del Diablo até o Aeroporto Carrasco em Montevideo foi de 600 pesos uruguaios (75 reais).

A maioria dos estabelecimentos em Punta del Diablo não aceita cartão de crédito/débito, portanto leve dinheiro (pesos uruguaios) para não passar nenhum aperto, eu, por exemplo, acabei ficando com pouquíssimo dinheiro na mão ao final da viagem e só consegui fazer uma única refeição por lá. A alimentação não é barata, dei uma olhada em vários cardápios antes de decidir onde eu iria almoçar e achei os preços um tanto altos, acabei pedindo uma ‘hamburguesa completa’ (parece um x-egg) com batata frita e refrigerante por 288 pesos uruguaios (36 reais). Com relação ao clima, só encontrei dias ensolarados, porém, mesmo com o sol brilhando, os ventos constantes esfriavam o ambiente e deixaram o vilarejo gelado, devo dizer que não sinto frio com facilidade, então te aconselho a levar pelo menos um agasalho mais quente. Por outro lado, os ventos deram trégua quando saí do vilarejo para ir de bicicleta até o Parque Nacional e a Fortaleza de Santa Teresa, restando apenas o sol forte, sem nem sequer uma brisa para amenizar o calor. 

Decidi não reservar hospedagem, pois fui fora de temporada e acreditava que seria fácil encontrar vaga, e nem pesquisei antecipadamente as opções em Punta del Diablo (foi o único lugar dessa minha viagem que não fiz nenhum tipo de pesquisa sobre hospedagem). Porém demorou um pouco para eu achar um lugar para ficar, pois muitas hospedagens estavam fechadas, em reforma ou não aceitavam o pagamento com cartão de crédito. Após várias tentativas frustradas, consegui finalmente encontrar um local que aceitava cartão, Hostel La Casa de Las Boyas, pedi um quarto com banheiro privativo e, apesar do preço elevado (60 dólares/diária), paguei sem questionar, porém, quando entrei no quarto vi que se tratava de um chalé para seis pessoas (!), não sei se foi equívoco meu por não pedir para ver o quarto antes de pagar ou se foi erro da funcionária ao não me avisar, mas o fato é que paguei 60 dólares para ficar sozinha em um chalé que comporta um grupo. Se você for com família ou amigos, super indico se hospedar nessa acomodação, pois possui uma cama de casal, dois beliches, armários (no estilo locker), banheiro, cozinha toda equipada e uma mesa para as refeições, tornando-se um ótimo custo/benefício. No hostel há bicicletas para alugar (20 dólares/dia todo), área de convivência com televisão e computador com internet, estacionamento (externo), piscina, restaurante (quando fui estava fechado), café da manhã incluso (em alta temporada) e vista para o mar (Playa del Rivero).

Após resolver a questão da hospedagem saí sem rumo para explorar a região, passei pela Playa del Rivero, pela Playa de los Pescadores, caminhei pelo vilarejo e cheguei até a Playa de la Viuda, onde fiquei para acompanhar o entardecer. Em seguida voltei para o centrinho e tentei achar um local para jantar, porém não obtive sucesso, uma vez que não aceitam cartão de crédito, então resolvi voltar para o quarto, pois as ruas estavam praticamente desertas.

No dia seguinte aluguei uma bicicleta no hostel e pedalei cerca de 10 km até o Parque Nacional de Santa Teresa e depois mais uns 5 km até a Fortaleza de Santa Teresa, percurso todo feito pelo acostamento da rodovia (ida e volta), mas também há a opção de ir de ônibus, que sai do centrinho de Punta del Diablo e te deixa na entrada do Parque ou da Fortaleza (o que você preferir). A minha ideia era ir de ônibus e levar a bicicleta para andar dentro do Parque, porém o horário da saída do ônibus era tarde (meio-dia), então resolvi me aventurar. Infelizmente não consegui explorar o Parque, pois ele é enorme e repleto de trechos com subidas, como eu não tinha tempo suficiente e nem o preparo físico necessário para essa empreitada (além de já estar cansada do trajeto feito sob o sol escaldante), só fui capaz de conhecer o início dele e então parti rumo à Fortaleza. Estar de carro é a opção ideal para que esse passeio seja melhor aproveitado, ainda mais se o dia estiver quente e com o sol muito forte, pois o calor exige um esforço maior e, consequentemente, o percurso se torna mais desgastante e demorado, tendo em vista que as paradas para descansar serão constantes. 

  • Parque Nacional de Santa Teresa: O Parque é administrado pelo Exército, a entrada é gratuita e o visitante pode passar apenas algumas horas ou permanecer por alguns dias para explorar os atrativos do Parque, contando com uma excelente infraestrutura durante a estadia. Há áreas de camping, cabanas para alugar, banheiros, estacionamentos, mini mercados, restaurantes, lojas, posto médico, além das atrações naturais, como praias, trilhas e a rica vegetação. 
  • Fortaleza de Santa Teresa: O forte começou a ser erguido em 1762 pelos portugueses, porém, poucos meses depois, os espanhóis o tomaram e finalizaram a construção. Para entrar na Fortaleza há uma taxa de 40 pesos uruguaios (5 reais) e você poderá permanecer por quanto tempo achar necessário, porém 1 hora é o suficiente para caminhar pelo local perfeitamente preservado, que atualmente abriga um museu que conta a história da região. Na época em que estive na Fortaleza (novembro/2016), o horário de visitação era de quarta-feira a domingo, das 10h às 18h, mas acredito que durante a alta temporada os horários sejam alterados.

Obrigada e aguardo a sua próxima visita!