Em novembro de 2016 fui sozinha para o Uruguay, fiquei dez dias passeando por lá e visitei seis cidades, as quais estão pormenorizadas em posts específicos sobre cada uma delas: Colonia del Sacramento, Montevideo, Piriápolis, Punta del Este (com visita à Casapueblo), Cabo Polonio e Punta del Diablo (com visita ao Parque Nacional e Fortaleza de Santa Teresa). Há também um post com detalhes do meu roteiro (inclusive gastos) e outro com algumas informações úteis para o viajante que quer conhecer o país.

Esse post diz respeito ao meu terceiro destino no Uruguay: Piriápolis. Após passar três noites em Montevideo, peguei o ônibus da COT no Terminal Rodoviário Tres Cruces a fim de ir para Piriápolis (200 pesos uruguaios = 25 reais). Eu cheguei à pequena cidade por volta das 11h da manhã do dia 14/11/2016 e fui embora no dia seguinte por volta de 13h. Ao chegar em Piriápolis, desci na Rodoviária e fui até o centro da cidade a fim de procurar hospedagem, decidi não reservar previamente, pois fui fora de temporada e sabia que seria fácil encontrar vaga, mas se você for em datas movimentadas ou época de alta temporada aconselho a reservar antes. Eu já tinha feito pesquisas prévias na internet sobre os hostels existentes na região e então ao chegar fui direto conferir aquele que achei melhor dentre as opções e acabei passando minha estadia por lá mesmo.

Fiquei hospedada no “Hostel Piria” em um quarto compartilhado para seis pessoas (conjugado com outro quarto também para seis pessoas) com café da manhã incluso no valor da diária (20 dólares), porém como fui fora de temporada fiquei sozinha no quarto (bônus!). Paguei a minha diária pelo site ‘PayPal’ na hora do check-in, pois não aceitavam cartão de crédito/débito. O hostel possui boa localização, é limpo e seguro, conta com funcionários prestativos e simpáticos, porém é um tanto difícil encontrá-lo, pois sua entrada está localizada embaixo de um toldo, sugiro que você olhe atentamente para os números nos estabelecimentos procurando o nº 858 na Avenida Francisco Piria. O quarto é equipado com ar condicionado, dois beliches e duas camas de solteiro. No hostel há poucos quartos, dois banheiros compartilhados, cozinha, terraço, sala de convivência (onde é servido o café da manhã) e oferece aluguel de bicicletas.

Após resolver a questão da hospedagem fui almoçar no restaurante “Lo De Anita”, por indicação da Eugenia (funcionária do hostel), o estabelecimento é simples, porém conta com ótimo atendimento e há várias opções com preços acessíveis. Pedi uma ‘hamburguesa completa’ (parece um x-egg) com batata frita e paguei 180 pesos uruguaios (23 reais) pela refeição com refrigerante. Em seguida fui ao centro de informações turísticas, peguei um panfleto com as atrações da cidade e perguntei se havia algum city tour ou passeio disponível para aquele dia (era uma segunda-feira), porém a resposta foi negativa e nem o teleférico que leva ao Cerro San Antonio estava funcionando devido à baixa temporada. Então decidi alugar uma bicicleta (100 pesos/hora = 13 reais/hora) a fim de conhecer um pouco mais a cidade, porém não fui muito bem-sucedida nessa tarefa, uma vez que sou sedentária (não me orgulho disso, mas é a realidade) e grande parte dos pontos turísticos estão em colinas, exigindo um condicionamento físico melhor para aguentar as subidas. Portanto, caso você também não tenha o preparo físico necessário, sugiro alugar um carro em Montevideo ou Punta del Este e passar o dia em Piriápolis, pois assim aproveitará muito mais o seu passeio e também poderá visitar as praias vizinhas, além de ter a chance de conhecer o Castillo de Piria com mais comodidade sem precisar utilizar o ônibus.

Como minha locomoção pela cidade e pelos pontos turísticos estava limitada, conheci poucas coisas em Piriápolis: primeiramente tentei ir de bicicleta até o Cerro San Antonio, mas consegui chegar somente até o ponto onde está localizada a estátua da Virgen de los Pescadores, em seguida visitei a Fuente de Venus, passeei pela Rambla de los Argentinos, contemplei as belas arquiteturas do ‘Argentino Hotel’ e do ‘Hotel Colón’, perambulei pelas poucas lojinhas que estavam abertas, tomei sorvete e assisti ao pôr do sol na praia.

No dia seguinte pela manhã fui até o ponto de ônibus próximo ao hostel onde fiquei hospedada a fim de ir para o Castillo de Piria (entrada gratuita) com o ônibus da empresa Guscapar (110 pesos = 14 reais – ida e volta).  Ao entrar no ônibus (sentido Piriápolis – Pan de Azúcar), você deve avisar ao motorista que irá ao Castillo de Piria (que fica na estrada), caso contrário será levado para a Rodoviária da cidade de Pan de Azúcar. Para retornar a Piriápolis você deverá esperar pelo ônibus, cerca de uma hora depois, no mesmo ponto onde desceu, porém é sempre bom conferir os horários atualizados referentes ao período de sua viagem. O Castillo de Piria foi inaugurado em 1897 e funcionava como residência de Francisco Piria, fundador de Piriápolis, atualmente trata-se de um museu que recria a moradia de Piria.

Obrigada e aguardo a sua próxima visita!