Nesse post apresento algumas informações úteis para uma viagem ao Uruguay e resolvi organizá-las em tópicos para facilitar a sua pesquisa. Espero que as informações aqui elencadas possam te ajudar e esclarecer suas dúvidas. Há também um post com detalhes do meu roteiro de 10 dias pelo Uruguay (em novembro de 2016) e publiquei posts específicos sobre cada destino visitado: Colonia del Sacramento, Montevideo, Piriápolis, Punta del Este (com visita à Casapueblo), Cabo Polonio e Punta del Diablo (com visita ao Parque Nacional e Fortaleza de Santa Teresa).

  • Roteiro: Cheguei ao Uruguay pelo Aeroporto de Carrasco (Montevideo), depois segui para o Terminal Rodoviário Tres Cruces e de lá fui direto para Colonia del Sacramento. No dia seguinte voltei para Montevideo, onde permaneci por três dias, posteriormente fiquei um dia em Piriápolis, um dia em Punta del Este (com visita à Casapueblo), dois dias em Cabo Polonio e dois dias em Punta del Diablo (com visita ao Parque Nacional e Fortaleza de Santa Teresa), totalizando 10 dias passeando por esse país tão acolhedor. Para retornar ao Brasil, peguei um ônibus em Punta del Diablo com destino ao Aeroporto de Carrasco e de lá segui rumo a São Paulo.
  • Voo LATAM: Para chegar ao Uruguay, o avião da companhia aérea LATAM saiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos (São Paulo) por volta de 09h30min da manhã e aterrissou no Aeroporto Internacional de Carrasco (Montevideo) 2h30min depois. Para retornar ao Brasil, o avião saiu do Aeroporto de Carrasco por volta de 05h45min da manhã e aterrissou no Aeroporto de Guarulhos 2h depois. Ambos os voos foram tranquilos e sem atrasos, a companhia ofereceu lanche aos passageiros (bebida e a opção entre lanchinho ou bolinho) e forneceu Wi-Fi para a utilização do aplicativo de entretenimento da LATAM, uma vez que não havia telas individuais disponíveis nos voos. O aplicativo deve ser baixado anteriormente, só funciona ao estar conectado ao Wi-Fi da LATAM e conta com boas opções para passar o tempo, como filmes e séries.
  • Aeroporto Internacional de Carrasco: Após a aterrissagem, descemos do avião pela escada, fomos de ônibus até o local onde estavam os guichês da imigração e passei com tranquilidade pelo controle, posteriormente segui em direção à saída, passando pela loja Duty Free e pelo saguão do aeroporto, o qual é pequeno e conta com: locadoras de veículos, casa de câmbio, loja da Antel (empresa local de telefonia), McDonald’s, guichê de informações turísticas e guichê de transportes (táxi e van). Em seguida comprei um chip uruguaio para celular (melhor investimento que fiz), troquei um pouco de real por peso uruguaio (péssima cotação), peguei o ônibus circular da COPSA (que para no ponto de ônibus em frente ao aeroporto) para ir até o Terminal Rodoviário Tres Cruces. Para retornar ao Brasil, saí de Punta del Diablo em direção ao Aeroporto de Carrasco, onde passei a noite, e então peguei o avião da LATAM no outro dia de manhãzinha rumo ao Aeroporto de Guarulhos (São Paulo).

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  • Saída do Aeroporto de Carrasco: Há algumas maneiras de sair do aeroporto. O meu destino era o Terminal Rodoviário Tres Cruces (cerca de 20 km de distância) e escolhi utilizar o ônibus circular da COPSA que para em um ponto de ônibus em frente ao aeroporto, pois essa era a forma mais barata (55 pesos uruguaios = 7 reais), por outro lado, tal trajeto demorou demais (por volta de 1h), uma vez que parava de um em um minuto para alguém subir ou descer. Mas o viajante tem outras opções a serem contratadas no saguão do aeroporto (como táxi, van ou alugar um veículo) e também há um guichê da empresa de transporte COT do lado de fora do aeroporto, próximo à porta de entrada. A passagem de ônibus da COT para o meu destino era 168 pesos uruguaios (21 reais), valor razoável, porém não aceitavam real nem cartão de crédito e eu não estava disposta a gastar esse valor em pesos uruguaios já no início da viagem com o péssimo câmbio do aeroporto, portanto fui de circular mesmo.
  • Locomoção entre cidades: Todos os trajetos entre cidades foram feitos em ônibus (COT e Rutas del Sol) e comprei as passagens nas respectivas rodoviárias a preços razoáveis. Apenas de Piriápolis para Punta del Este que contei com a carona da Eugênia, responsável pelo hostel onde fiquei hospedada em Piriápolis (Hostel Piria), pois ela iria para Punta no mesmo dia em que eu estava indo e me ofereceu carona.
  • Chip uruguaio: Devo dizer que essa foi a minha melhor aquisição durante a viagem, pois tive internet rápida e excelente durante todos os dias por 280 pesos uruguaios (35 reais). No Aeroporto de Carrasco tem uma loja da Antel (empresa local de telefonia) e foi lá que comprei o chip com o plano de 10 dias que oferecia 3.686 GB e, apesar de estar conectada 24 horas por dia, não gastei nem metade disso. Usei redes sociais, WhatsApp, abusei de aplicativos de GPS, assisti à vídeos e baixei alguns aplicativos, comprovando a maravilha que é esse investimento. Para cadastrar o chip eu precisei digitar o número do PIN no celular (eu não sabia como fazer isso, tive que fuçar até descobrir, mas também já esqueci como fiz, sorry!), em seguida mandei uma mensagem de texto para 226 com o código “BAM 200” (tal código varia de acordo com o plano que você escolher) e então já pude utilizar a internet normalmente. Indico demais comprar o chip da Antel!
  • Câmbio: O câmbio em aeroporto é péssimo, como todos já sabemos, porém precisei trocar um pouco de real por peso uruguaio para poder sair do aeroporto, uma vez que o ônibus só aceitava a moeda local (1 real = 7,2 pesos uruguaios). Em Montevideo há casas de câmbio em todo lugar, mas a melhor cotação que encontrei foi no Terminal Rodoviário Tres Cruces (1 real = 8 pesos uruguaios). Nas outras cidades em que estive não precisei trocar dinheiro, pois durante a viagem utilizei cartão de crédito em diversas situações então o dinheiro que troquei em Montevideo foi suficiente, portanto não sei quanto era o câmbio fora da capital.
  • Cartão de Débito/Crédito: A meu ver, utilizar o cartão de débito/crédito é uma boa opção por vários motivos, dentre eles destacam-se: 1) a praticidade e segurança de não carregar muito dinheiro, 2) evitar preocupações para quem se hospeda em hostel e deixa o dinheiro no quarto (pois sabemos que furtos acontecem, mesmo quando os lockers estão trancados) e 3) ter a possibilidade de pagar a fatura no próximo mês, no caso do cartão de crédito. Outro motivo que torna vantajoso o uso do cartão é a lei uruguaia que dá isenção e devolução de IVA (Imposto sobre Valor Agregado) aos visitantes estrangeiros, uma vez que muitos estabelecimentos “devolvem” uma porcentagem do valor gasto, ou seja, se você pagar com o cartão terá descontos de até 22%, compensando – e muito – o pagamento do IOF de 6,38%. Porém não são todos os lugares que oferecem tal benefício ou mesmo aceitam o pagamento com cartão, portanto leve uma quantia em dinheiro e pergunte sobre o desconto de IVA em cada estabelecimento. O Uruguay é um país caro, assim como as capitais brasileiras, portanto programe-se e controle os seus gastos para que ao final da viagem não tenha surpresas indesejadas na sua fatura e conta bancária! Ahhh não esqueça de entrar em contato com o banco, com antecedência, a fim de habilitar o seu cartão internacional para uso no exterior. As fotos abaixo são contas (em pesos uruguaios e para apenas uma pessoa) de dois restaurantes que frequentei em Montevideo, no primeiro estabelecimento (Soprano’s) houve a aplicação do desconto de IVA, já no segundo (L’Amitie) não ocorreu. 

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  •  Língua Espanhola: Não falo espanhol, apenas português e inglês, porém trata-se de um país hospitaleiro com um povo ávido a ajudar, mesmo quando não falamos a língua deles. Os uruguaios que encontrei pelo caminho fizeram o possível para me entender e tentar ajudar no que eu precisasse, sempre muito simpáticos e solícitos. A língua não é uma barreira intransponível, a comunicação durante toda a minha viagem foi bem-sucedida, desde que ambas as partes falassem devagar (a mímica também ajudou nesse processo!). Porém em sinal de agradecimento e respeito à cultura e ao povo do país que eu estava visitando, tomei o cuidado de sempre cumprimentar as pessoas na língua local, mesmo que fosse apenas “Hola, buenos días” e “Gracias”.
  • Clima (novembro de 2016): Durante os dez dias de viagem choveu apenas em uma tarde em Cabo Polonio, houve alguns dias nublados e outros ensolarados. Nos primeiros dias, em Colonia del Sacramento, Montevideo, Piriápolis e Punta del Este (cidades banhadas pelo Rio de La Plata), fez calor durante o dia e refrescou à noite. Já em Cabo Polonio e Punta del Diablo, que são locais banhados pelo Oceano Atlântico, por coincidência ou não, ventou o tempo todo (vento bem gelado). Vale dizer que eu não sou uma pessoa que sente frio com facilidade, portanto leve pelo menos um agasalho, pois em Cabo Polonio e Punta del Diablo fez frio (e muito!) em plena primavera.
  • Seguro Viagem: Para ir ao Uruguay contratei o “Plano América do Sul Standard” da “Mondial Assistance” na categoria lazer/turismo por R$132,00. Eu acredito ser sempre necessário fazer um seguro viagem, mesmo que a pessoa nunca tenha usado (ainda bem!) aconselho a não abrir mão desse gasto, pois não sabemos o que pode acontecer, especialmente em um país estrangeiro.

Obrigada e aguardo a sua próxima visita!