Nesse post comentarei sobre a Vila de Jericoacoara e os passeios que realizei durante a minha estadia de cinco dias por lá, ressalto que todas as opiniões expressas aqui são pessoais e verdadeiras e as imagens utilizadas foram tiradas por mim ou por minhas companheiras de viagem (minha mãe e as amigas dela). Fiz também um post no qual citei as maneiras de chegar a Jericoacoara e comentei sobre o hostel/pousada em que fiquei hospedada. Em um terceiro post sobre essa minha visita ao Ceará, em julho de 2016, há o relato dos três dias em que estive em Fortaleza.

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A vila de Jericoacoara pertence ao município de Jijoca de Jericoacoara e está situada em meio a dunas e paisagens incríveis, região esta que faz parte do Parque Nacional de Jericoacoara, portanto trata-se de uma área de proteção ambiental. Em Jeri não há asfalto, calçadas ou postes de iluminação, as ruas são de areia, as pousadas são pequenas e a atmosfera transmitida é de um vilarejo simples e pacato. Trata-se de um local sem luxos e extravagâncias, mas há ótimos restaurantes, pousadas aconchegantes, lojas, sorveterias, mercearias, entre outras comodidades da vida atual. Durante a noite, principalmente aos finais de semana, os turistas preenchem as ruas da vila, as quais ganham uma singela iluminação proveniente da lua, das estrelas e dos estabelecimentos/barracas.

Adorei todos os restaurantes que frequentamos, uma vez que ofereceram comida saborosa, ambiente agradável e bom atendimento, porém os preços não são tão atrativos, gastamos cerca de R$50,00 por pessoa em cada refeição. Os pratos, na maioria dos estabelecimentos, servem de duas a três pessoas. Estive em seis restaurantes em Jeri e recomendo todos eles: Tamarindo, Bistrôgonoff, Káfila (comida árabe), Casa da Mainha (beira-mar), Pura Vida (pratos individuais) e Dona Amélia (para quem gosta há banda de forró em dois dias da semana). Indico também uma barraquinha na Rua Principal que serve bolos variados, coxinhas, empadas e refeições deliciosas. Há ainda uma sorveteria chamada “Gelato e Grano” que vende saborosíssimos sorvetes de massa, apesar do preço ser um tanto alto vale a pena experimentar (R$8,00 o potinho menor que cabe uma bola generosa).

A Praia de Jericoacoara possui águas calmas, areia escura e lindas paisagens que nos aguçam a fazer longas caminhadas pela região. Algo que chamou minha atenção foi a rápida descida do nível da água, é impressionante chegar na praia por volta das 9h da manhã e ver o mar pertinho dos guarda-sóis e cerca de uma hora e meia depois ter que andar 4 minutos (eu cronometrei!) para encontrá-lo. Há ainda a Duna do Pôr-do-sol que abriga inúmeras pessoas ansiosas para ver de camarote o espetáculo que acontece todos os dias quando o sol beija o mar, momento em que, mais uma vez, a natureza demonstra sua grandeza e beleza. O turista que quer relaxar na praia tem boas opções de ponto de apoio, como restaurantes, barraquinhas diversas e guarda-sóis com cadeiras que podem ser alugados por R$5,00 a hora ou R$25,00 o dia todo (valores para um guarda-sol com duas cadeiras). Prepare-se para a grande quantidade de vendedores ambulantes que passam a todo instante tentando vender seus produtos (cangas, blusas, biquínis, óculos, chapéus, bijuterias, petiscos, entre outros).

Há duas opções famosas de passeios: Lado Leste (Lagoa do Paraíso, Lagoa Azul, Praia do Preá, Árvore da Preguiça e Pedra Furada) e Lado Oeste (passeio do cavalo marinho, travessia de balsa, trilha do mangue, dunas de Tatajuba e Lago Grande). Nós fizemos somente o passeio do Lado Leste, pois fomos informadas de que a probabilidade de vermos cavalos marinhos era baixa, então decidimos não realizar o passeio do Lado Oeste. Ao longo de toda a Rua Principal há autônomos e empresas oferecendo passeios para os turistas, nós contratamos os serviços do Albeni que realizou o passeio em uma Hilux ‘transformada’ em pau-de-arara, muito comum por lá, com capacidade para cerca de 10 passageiros e o valor cobrado pelo veículo foi de R$250,00. Iniciamos nosso dia de turistas às 10h e o finalizamos às 17h, uma vez que decidimos não esperar o pôr-do-sol na Pedra Furada, pois o trajeto é feito a pé pela praia e está repleto de pedras e obstáculos, portanto retornar à noite seria arriscado devido à pouca visibilidade e a subida da maré.

Lagoa do Paraíso: essa lagoa faz jus ao seu nome, com areia branquinha e água cristalina em tons de verde e azul, além das redes aquáticas que dão ainda mais charme ao lugar. Há um ótimo ponto de apoio chamado “Alchymist Beach Club” com bares, restaurantes, espreguiçadeiras e músicas que tocam o dia todo no alto-falante, oferecendo comodidade e conforto para que o turista passe o dia curtindo esse paraíso. As refeições disponíveis são para duas pessoas e o valor não é muito atraente, nós decidimos pedir alguns petiscos que estavam gostosos com preços razoáveis. É também oferecido passeios de barco, pedalinho e o aluguel de pranchas para a prática do esporte ‘Stand Up’, opções estas que são pagas à parte. A parada nessa Lagoa incluída no passeio do Lado Leste durou apenas algumas horas e como adoramos o lugar resolvemos voltar no dia seguinte para passar o dia todo.

Lagoa Azul: apenas passamos por essa Lagoa para conhecê-la, pois não estava tão atraente quanto a Paraíso, conta com um ponto de apoio mais simples e menor quantidade de redes aquáticas. Na época das chuvas, as duas Lagoas (Paraíso e Azul) tornam-se uma só, fenômeno este que não pudemos contemplar.

Praia do Preá: ficamos nessa praia por volta de 40 minutos, tiramos algumas fotos, caminhamos um pouco em sua orla e impressionei-me com a enorme quantidade de conchas existentes por lá, fazia muito tempo que eu não via conchas nas praias. A vila de Preá está situada no município de Cruz e a Praia do Preá é muito utilizada para a prática de Kitesurf.

Árvore da Preguiça: está localizada na Praia do Preá e é realmente impressionante vê-la deitada, como se estivesse dormindo preguiçosamente. Os fortes ventos da região moldaram o formato da árvore, a qual, para alguns nativos, é sinônimo de resistência, pois ela é a única existente em meio a dunas, areia e mar.

Pedra Furada: trata-se de uma formação rochosa na praia com um formato peculiar e possui um buraco no meio, a qual foi afetada pela ação das ondas e do vento. Infelizmente não vimos o tão elogiado pôr-do-sol na Pedra Furada, pois o trajeto é feito a pé pela praia e está repleto de formações rochosas, pedras e obstáculos, portanto decidimos retornar antes de escurecer devido à pouca visibilidade e a subida da maré no período da noite. A distância entre o ponto de descida do veículo na Praia do Preá e a Pedra Furada não é grande (cerca de 30 minutos), porém é dificultada devido aos fatores já mencionados. Não indico o percurso para quem tem dificuldade de locomoção, como é o caso de minha mãe, ela e uma de suas amigas não conseguiram completar o trajeto e voltaram antes que ficasse mais difícil, pois a partir de um determinado trecho a enorme quantidade de pedras e a subida da maré atrapalham ainda mais a passagem. Há algumas formas de chegar à Pedra Furada pela Praia de Jericoacoara ou pela Praia do Preá e cada caminho tem as suas dificuldades: 1) seguir pela Praia de Jericoacoara (na maré baixa), 2) ir pela trilha do Morro do Serrote, 3) utilizar uma charrete saindo da Praia de Jericoacoara ou 4) caminhar pela praia a partir do ponto de parada dos veículos na Praia do Preá (fizemos esse trajeto). Para quem vai de charrete ou pela trilha do Serrote, ao final do percurso, é preciso descer o Morro do Serrote para que possa chegar perto da Pedra.

Obrigada e aguardo a sua próxima visita!