O objetivo deste post é descrever um pouquinho os pontos turísticos visitados durante a viagem à Turquia (Istambul e região da Capadócia), realizada em julho de 2014. Todas as fotos utilizadas foram tiradas por mim ou por minhas companheiras de viagem (minha mãe e uma amiga nossa, a Rosa). Postei também um relato sobre essa minha experiência por lá, se quiser conferir mais informações e impressões pessoais, será muito bem-vindo(a). Fique à vontade para explorar os conteúdos do “Wanderlust Soul” e deixar seus comentários, uma vez que ele foi criado com o intuito de compartilhar o que vivi em minhas andanças para ajudar os viajantes.

ISTAMBUL

Mesquita Nova: é uma bela mesquita com dois minaretes localizada em uma praça repleta de pombos. Possui um pátio com torneiras para que os fiéis se lavem antes de entrarem para fazer suas orações. Para visitar a mesquita é necessário tirar os sapatos e que o corpo esteja coberto, as mulheres também precisam cobrir a cabeça. Na entrada há o empréstimo de túnicas e véus para que o visitante entre de forma adequada na mesquita e a entrega de sacolas plásticas para o armazenamento dos calçados. Por ser menos conhecida, a visitação é mais tranquila e não há filas.

Bazar das Especiarias: está localizado ao lado da Mesquita Nova e é bem menor do que o famoso Grand Bazaar, porém também merece uma visita, uma vez que as cores e aromas dos produtos deixam o ambiente agradável e atrativo. O comércio é composto principalmente por itens relacionados a culinária, como especiarias, temperos, chás e doces, mas também há joias, artigos de decoração, souvenirs, entre outros.

Estreito de Bósforo: esse estreito divide Istambul em duas partes, a Europeia e a Asiática, fazendo com que a cidade seja a única no mundo a ocupar dois continentes. São oferecidos passeios para navegar pelas águas do Bósforo, os quais levam em torno de duas horas e pode-se admirar mesquitas, palácios e mansões. Há passeios mais longos que percorrem todo o estreito e permitem que o turista desça em alguns pontos.

Mirante da Colina de Çamlica: a vista desse mirante é simplesmente deslumbrante, foi o meu lugar preferido em Istambul. Pudemos contemplar o Estreito de Bósforo e ver claramente a divisão dos continentes em uma panorâmica de tirar o fôlego, é realmente muito interessante você estar na Ásia e avistar a Europa. A Colina de Çamlica é o ponto mais alto da cidade e conta com flores espalhadas por toda a área em um paisagismo perfeito e extremante bem cuidado.

Mesquita Azul: é a mais famosa mesquita de Istambul com seus seis minaretes, chão todo forrado com carpete vermelho de flores azuis, milhares de lâmpadas e arquitetura belíssima. Está localizada no centro histórico e é também conhecida como Mesquita de Sultanahmet. As regras de visitação são as mesmas descritas para a Mesquita Nova, ou seja, os sapatos devem ser removidos (disponibilização de sacolas plásticas) e o corpo deve estar coberto, é necessário que as mulheres também cubram a cabeça. Há o empréstimo de túnicas e véus para quem estiver vestido de forma inapropriada. O centro da mesquita fica reservado para os fiéis e somente eles podem adentrar a área. Por ser a mais conhecida, a visita é um tanto demorada devido a fila formada pelos visitantes e a grande quantidade de pessoas dentro da mesquita.

Museu de Santa Sofia: a Hagia Sophia, localizada no centro histórico de Istambul,  é uma construção grandiosa e belíssima, com decorações impressionantes por todo o seu interior e a presença de quatro minaretes. Há uma coluna sagrada que, segundo a lenda, cura enfermidades, basta o visitante colocar o dedo na perfuração existente na coluna e girá-lo, se o dedo sair molhado a cura será alcançada (como a fila estava grande preferi não participar do ritual). Ao longo da história, a Hagia Sophia foi Basílica, Mesquita e, em 1935, tornou-se um Museu. No andar superior, acessado por uma íngreme rampa de pedras, há a loja do museu e também uma exposição de lindos mosaicos. Quando fizemos nossa visita, o museu estava passando por um processo de restauração, então havia andaimes ocupando metade do local, mas mesmo assim a sua imponência era inegável.

Cisterna da Basílica: próximo ao Museu de Santa Sofia, no centro histórico de Istambul, encontra-se essa enorme estrutura subterrânea que armazenava a água que abastecia a região. Pode-se caminhar pelo local pouco iluminado através das passarelas que rodeiam as enormes colunas que sustentam a construção, sendo possível observar bem de perto os detalhes. Dois fatos curiosos: existem peixes nadando pelas águas e há duas colunas com as cabeças da Medusa em suas bases, uma delas está posicionada com o rosto de lado e a outra de cabeça para baixo.

Palácio de Topkapi: é um local simplesmente maravilhoso, grandioso e elegante, que serviu de residência aos sultões por três séculos. Trata-se de uma construção com pavilhões e inúmeros cômodos rodeados por pátios e jardins bem cuidados, é como se fosse uma cidade dentro de Istambul. Ao caminhar pelo imenso complexo começamos a imaginar como deve ter sido viver naquele palácio e o cotidiano de seus moradores. Quando for conhecer o Palácio, que está localizado no centro histórico, vá com tempo e calma, pois há várias coisas lindíssimas para observar e detalhes a se perceber. A visita ao Harém é paga à parte e, infelizmente, como fui em um grupo de excursão, não deu tempo de conhecê-lo. Não é permitido fotografar a parte interior dos cômodos, os quais abrigam diversos itens da época, como joias e roupas, e há vigias e câmeras por todo o local.

Praça (antigo Hipódromo): é uma praça lindíssima com um paisagismo impecável no centro histórico de Istambul, a qual fica entre a Mesquita Azul e o Museu de Santa Sofia. Antigamente, tal local era o Hipódromo da cidade e costumava ser o centro de entretenimento dos habitantes, com desfiles, corridas e outros eventos sociais. Hoje em dia, podemos observar alguns monumentos que sobreviveram ao tempo, como é o caso do Obelisco Egípcio (de Teodósio).

Grand Bazaar: fazer compras ou simplesmente andar pelos inúmeros corredores de lojas é fundamental a qualquer turista que visita Istambul. Trata-se de um mercado coberto gigantesco com milhares de estabelecimentos que vendem tudo o que você possa imaginar: joias turcas maravilhosas, cerâmicas, tapetes, artigos de decoração (os abajures são uma graça), souvenirs e muito mais. Os comerciantes ficam nas portas de suas lojas e abordam os turistas que passam por ali, chamando-os para conhecerem seus produtos. Um fato que achei interessante é que muitos comerciantes do Grand Bazaar sabem dizer a nacionalidade/naturalidade do turista apenas ao ouvir algumas palavras pronunciadas pelo mesmo, várias foram as vezes em que paramos em vitrines para olhar as mercadorias e logo vinha um vendedor dizer: “São Paulo?”. Aconselho a reservar um dia inteiro para ir ao Grand Bazaar, uma vez que são inúmeros corredores com centenas de estabelecimentos que oferecem produtos diversos e preços variados, portanto pesquise antes de comprar e pechinche à vontade, inclusive eles esperam isso de você, só não ofereça um valor muito baixo, pois podem se ofender.

REGIÃO DA CAPADÓCIA

Chaminé das Fadas: foi o local em que permanecemos mais tempo, passeamos pelas formações rochosas (que se assemelham a chaminés ou cogumelos), entramos nas cavernas e, em um ponto mais alto, pudemos contemplar a belíssima vista.

Vale da Imaginação: recebe esse nome pois o formato das rochas instiga a imaginação, local este em que o turista pode passar um tempo associando as formações rochosas a animais, como camelo, por exemplo. Porém nossa visita foi muito rápida (apenas cinco minutos) e a brincadeira não pôde fluir.

IMG_4130

Vale dos Pombos: conta com diversas formações rochosas com pequenas ‘janelinhas’ esculpidas que servem de abrigo para os inúmeros pombos do local. A parte alta do vale oferece uma belíssima vista panorâmica da região, há uma árvore sem folhas repleta de olhos turcos pendurados, lojinhas e cafés. Em nossa visita ficamos apenas na parte alta, porém é possível andar pelo vale e contemplar de perto as cavernas. Aqui também está localizada a fábrica/loja de joias que conhecemos, onde minha mãe comprou um anel e um par de brincos com a pedra zultanita, que muda de cor dependendo da luz e só existe na Turquia.

Vale do Amor: tal nome foi criado devido ao formato sugestivo das formações rochosas. Nossa passagem por esse ponto foi extremamente rápida, o ônibus estacionou na parte alta do vale e tivemos tempo apenas para tirar umas duas fotos.

IMG_4378

Cidade Subterrânea: a região possui várias cidades subterrâneas, não deixe de ir em uma delas, pois conhecer a história que percorre aqueles túneis estando de corpo presente em tal local é realmente imperdível. A que visitamos foi Özkonak, que possui túneis estreitos e passagens baixas (tivemos que nos curvar e agachar em vários momentos), é menor do que outras cidades subterrâneas, mas também há menos turistas.

Antigo Povoado de Çavusin: trata-se de um local que foi abandonado nos anos 1950, pois representava perigo aos moradores, uma vez que foi construído na encosta de uma colina e várias rochas já estavam no processo de queda devido a erosão. Lá é possível caminhar pelas ruínas, adentrar as antigas construções e percorrer um caminho estreito que leva ao pico da colina, onde há a vista belíssima do vale localizado atrás do povoado. No início da colina, na parte plana, há alguns estabelecimentos comerciais que oferecem bebidas, alimentos, artesanato, lembrancinhas (como uma foto sua tirada no local), bijuterias, entre outras coisas direcionadas aos turistas.

IMG_4400

Museu a Céu Aberto e Igrejas Históricas: este museu diferenciado, pois é a céu aberto, abriga diversas igrejas históricas escavadas em rochas com seus respectivos mosteiros. Pode-se entrar nas igrejas, observar os detalhes e apreciar as pinturas, porém não é permitido fotografar (infelizmente nem todo turista respeita esse cuidado que devemos ter com patrimônios históricos). Ao sair do museu há a possibilidade de comprar souvenirs no pequeno bazar ao ar livre, beber, comer, tomar sorvete ou simplesmente sentar-se um pouco, a fim de repor as energias gastas ao andar pelo local sob o sol forte.

Fábrica de Tapetes: trata-se de um local enorme, onde o visitante pode conferir todo o processo da confecção dos lindos tapetes turcos e ao final do passeio há a possibilidade de adquiri-los. Dentro da propriedade há também um pátio com algumas lojinhas, mercearia e um café, ambiente agradável para fazer compras ou simplesmente descansar por alguns minutos.

Apresentação de Danças: assistimos à apresentação de diversas danças belíssimas em um pub dentro de uma caverna, tais danças foram realizadas individualmente e em grupos. Uma das dançarinas, a Clara, é brasileira e participou em vários momentos do espetáculo. Ao final da apresentação, todos que lá estavam foram convidados a dançar no centro do pub, criando uma atmosfera descontraída e animada entre os turistas e os dançarinos.

Voo de Balão: a meu ver, é o ponto principal da viagem à Capadócia. É indescritível a sensação de observar o sol surgindo por entre as formações rochosas e iluminando aquele céu repleto de balões, além da vista privilegiada que temos da região. A empresa que contratamos foi a “Göreme Balloons”, a qual foi nos buscar no hotel às 5h da manhã e pagamos 150 euros na época (o preço é alto, mas não queríamos sair da Capadócia sem ter tido essa experiência). Ficamos em uma cesta enorme com capacidade para até 25 pessoas que ocupam divisões estratégicas a fim de equilibrar o peso e cada divisão acomoda de duas a quatro pessoas, gostei dessa separação, pois assim todo mundo teve o seu espaço e o balão permaneceu estável o tempo todo. A primeira vez que o piloto liberou o ar quente pelo maçarico gerou alguns sustos entre os passageiros, uma vez que o barulho é muito alto e estávamos em meio ao silêncio da madrugada. O passeio durou por volta de 90 minutos e ao final houve uma comemoração com champanhe e entrega de certificado para todos os que participaram do voo.

Obrigada e aguardo a sua próxima visita!