No dia 29 de junho de 2014, eu e minhas companheiras de viagem (minha mãe e a Rosa) embarcamos no aeroporto internacional de São Paulo/Guarulhos (Brasil) em um voo de onze horas até Zurique (Suíça), lugar em que fizemos a conexão, e depois mais três horas até Istambul (Turquia), nossa primeira parada. Permanecemos em Istambul apenas uma noite, pois no dia seguinte seguiríamos viagem rumo à Capadócia (Turquia) e após três dias retornaríamos a Istambul para conhecer um pouco mais dessa cidade encantadora.

Desembarcamos em Istambul e pegamos um táxi do aeroporto até o hotel. Já durante o percurso ficamos maravilhadas com a cidade, o lindo paisagismo, a organização urbana e o cuidado demonstrado em cada detalhe. Ao chegarmos ao “Grand Anka Hotel”, deixamos a mala no quarto e fomos passear pelas redondezas. Sentamos então em um restaurante próximo ao hotel para comermos e após a refeição nos ofereceram um chá típico turco (muito forte!) para experimentarmos e ajudar na digestão. Já era noite, mas não ficamos receosas em andar sozinhas pelas ruas de um país estrangeiro, pois o hotel localiza-se em uma avenida movimentada e bem iluminada, com vários estabelecimentos, pessoas passando a todo momento e próximo também ao serviço de bonde elétrico (conhecido como Tram). Claro que não facilitamos, andávamos sempre com a bolsa grudada ao corpo e não demos bobeira com celular e carteira à vista, afinal assalto pode acontecer em qualquer lugar, principalmente em grandes cidades.

Na madrugada do dia seguinte seguimos para a região da Capadócia, que está localizada na parte asiática da Turquia, e depois de pouco mais de uma hora de voo aterrissamos em um pequeno aeroporto na cidade de Kayseri, continuamos o trajeto de ônibus por volta de uma hora até chegar ao nosso destino e então fomos informados pela guia que o primeiro dia de passeios iria começar naquele momento, não pudemos nem deixar as malas no hotel. Ao final dos passeios fomos enfim conhecer a nossa hospedagem “Lykia Lodge Kapadokya”, na vila de Uçhisar – região histórica e turística da Capadócia. O hotel era lindíssimo com muitas flores e plantas, tinha uma boa piscina (embora não tivemos tempo de utilizá-la), comida maravilhosa e acomodações confortáveis, contava também com uma pequena loja de artigos turcos (principalmente joias) próxima a recepção. Amei o hotel e só fiquei chateada de não ter tido mais tempo para aproveitá-lo.

No primeiro dia de passeios conhecemos a Chaminé das Fadas, o Vale da Imaginação, uma das cidades subterrâneas, o Vale dos Pombos, fomos a uma fábrica/loja de joias turcas e almoçamos em um restaurante típico bem bacana, local onde contratamos o nosso voo de balão com a empresa “Göreme Balloons” a ser realizado na manhã seguinte. Nosso segundo dia começou bem cedo, pois iríamos assistir ao nascer do sol durante o voo de balão, experiência esta indescritível e imperdível! Em seguida conhecemos o Vale do Amor, povoado Çavusin, o Museu a Céu Aberto e suas igrejas históricas, a fábrica de tapetes, almoçamos em um restaurante localizado em uma caverna e para finalizar o dia assistimos à apresentação de danças típicas em um pub também situado dentro de uma caverna.

Na região da Capadócia há comerciantes por todos os pontos turísticos em que estivemos, que vendem souvenirs, bebidas, alimentos, entre outras coisas típicas relacionadas ao turismo. Ambos os dias contamos com a presença de uma guia turística (a mesma moça nos dois dias) que se comunicava em espanhol, pois o grupo de turistas do qual fazíamos parte era falante da língua espanhola, mas em nenhum momento nos sentimos prejudicadas, apesar de não falarmos nenhuma palavra em espanhol era possível entender tudo o que era dito pela guia. Visitamos diversos pontos em um curto espaço de tempo, se eu fosse fazer tudo de novo iria com mais calma e ficaria mais dias para passear em meio aos vales, caminhar pelas vilas e conhecer um pouco mais do lugar e seus habitantes.

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Souvenirs em Chaminé das Fadas

No dia 03 de julho retornamos para Istambul e ficamos novamente no “Grand Anka Hotel”. A localização do hotel, como eu havia dito anteriormente, é bem estratégica, uma vez que fica a poucos metros do Tram (transporte que se assemelha a um metrô, porém fica ao ar livre e não em túneis), o qual tem ligação direta com o centro histórico de Istambul (Sultanahmet), onde estão várias atrações turísticas imperdíveis como a Mesquita Azul, o Palácio de Topkapi, o Museu de Santa Sofia (Hagia Sophia) e a Cisterna da Basílica, pontos estes rodeados por uma bela e florida praça, a qual era o local do antigo Hipódromo.

O bonde elétrico – Tram – é um transporte público de fácil e rápido acesso com vários pontos de entrada e saída durante todo o percurso. A primeira vez que o utilizamos foi um pouco confusa, pois nunca tínhamos feito nada parecido e nem pesquisamos informações anteriormente, mas depois vimos como era simples. Compramos os tickets em uma máquina próxima à estação de embarque, que podem também ser adquiridos em bancas de jornal, passamos pela catraca e aí foi só esperar pelo bonde (funciona a todo instante). Ao entrar no Tram há os nomes de cada estação presente no trajeto juntamente com a atração turística a qual ela dá acesso, então basta você encontrar o seu destino e verificar o nome da respectiva estação, prestando atenção nas chamadas (orais e escritas) a fim de descer no local desejado.

Ficamos apenas três dias em Istambul, tempo extremamente curto para dar a devida atenção a todos os pontos maravilhosos e que merecem uma visita. No primeiro dia conhecemos a Mesquita Nova, o Bazar das Especiarias, o Mirante da Colina de Çamlica, passeamos pelo Estreito de Bósforo em uma escuna e comemos sob a Ponte de Gálata, que é onde estão localizados diversos bares, restaurantes e cafés. No segundo dia fomos conhecer o centro histórico de Sultanahmet, que abriga atrações importantes da cidade, como o Museu de Santa Sofia, Mesquita Azul, Palácio de Topkapi e a belíssima praça (antigo Hipódromo), ao final do passeio paramos no famoso Grand Bazaar para algumas comprinhas. Na manhã do nosso último dia em Istambul conhecemos a Cisterna da Basílica e demos uma volta pelas redondezas por conta própria, para tanto entramos no Tram na estação que fica próxima ao hotel e fomos até o centro histórico.

Em nossos dois primeiros dias de passeios em Istambul estivemos acompanhadas por guias turísticos e os trajetos foram realizados por meio de vans, que nos pegavam em frente ao hotel, sempre com o mesmo grupo de pessoas que havíamos conhecido na Capadócia, portanto as explicações eram todas dadas em espanhol, uma vez que estávamos compartilhando aqueles momentos com pessoas falantes da língua espanhola (só nós três falávamos português), mas compreendíamos tudo o que era dito pelos guias.

Às noites saíamos do hotel para caminhar e jantar nas proximidades, no último dia jantamos no “Domino’s Pizza”, em seguida entramos em uma loja de doces típicos e por fim avistamos uma barraquinha de sorvetes na calçada e decidi tomar sorvete turco. Os doces são simplesmente maravilhosos e devem ser experimentados, porém, tanto a loja de doces quanto a barraquinha de sorvetes só aceitavam o dinheiro local (liras turcas). Há várias casas de câmbio espalhadas pelos pontos de maior fluxo de turistas, então aconselho a troca de alguns euros por liras turcas, uma vez que certos locais só aceitam a moeda oficial da Turquia.

Algumas considerações

Com relação à cultura, o que mais me chamou a atenção em Istambul foi o contraste entre a Turquia e o Brasil no que diz respeito às vestimentas. Aqui em nosso país, estamos acostumados a usar shorts, bermudas, regatas, saias e vestidos curtos, entre outras peças que revelam partes de nosso corpo. Por lá, a maioria das pessoas que vimos estava com grande parte do corpo coberto, algumas mulheres andam de burca (uma parcela deixava somente os olhos à mostra), outras vestiam calça ou saia longa e blusa que cobria os braços e os homens usavam calça e camisa (ou camiseta). Nossa guia em Istambul, que usava calça e blusa de manga curta, nos contou que muitas famílias estão permitindo que seus membros usem roupas mais confortáveis e leves, contanto que cubram os ombros e os joelhos. Outro fato interessante é que em alguns momentos do dia, os alto-falantes nas mesquitas entoavam orações a serem ouvidas por toda a proximidade e pude perceber que alguns fiéis se ajoelhavam no chão para acompanhá-las.

Quanto à culinária não tenho nada a reclamar, comemos bem durante toda a estadia, as carnes mais comuns são a de carneiro, a de frango e a de peixe. A carne de carneiro e o chá servido após as refeições são típicos na culinária turca e estiveram presentes em todos os restaurantes que frequentamos, porém eu particularmente não gostei nem da carne (um gosto peculiar) e nem do chá (muito forte), experimentei uma única vez para conferir o sabor. Acredito que devemos experimentar de tudo pelo menos uma vez, mas é o que dizem “gosto é gosto”.

O inglês e o espanhol são os dois idiomas mais usadas pelos comerciantes, vendedores e pessoas que trabalham com o turismo, porém mesmo quem não fala nenhuma dessas duas línguas (caso da minha mãe), consegue se comunicar na Turquia, pois a maioria dos turcos que tivemos contato em nossa breve viagem entende o português, desde que você fale devagar. Salvo algumas exceções, como vendedores de estabelecimentos menores. Tivemos um contratempo com o chip do celular que não funcionava de jeito nenhum, resolvemos então ir até uma lojinha de eletrônicos próxima ao nosso hotel a fim de comprar um chip turco, porém o vendedor não falava uma palavra em inglês, conclusão, nos comunicamos à base de mímica mesmo, minha mãe comprou o tal chip e o celular passou a recebeu ligações do Brasil, mas não as fazia.

A época em que visitamos a Turquia é de alto verão, o calor é escaldante (assim como no Brasil) e muitos passeios são feitos ao ar livre, por esse motivo sugiro que coloque na mala roupas leves, bonés, chapéus, protetor solar e ande sempre com uma garrafinha de água. Mas em qualquer época do ano tenho certeza que a sua viagem será maravilhosa, vale muito a pena conhecer a Turquia e, claro, experimentar a sensação única de estar em dois continentes ao mesmo tempo (Europeu e Asiático)!

Em outro post comento cada um dos pontos que visitamos com as respectivas fotos, tanto em Istambul quanto na região da Capadócia. Todas as imagens utilizadas foram tiradas por mim, por minha mãe ou pela Rosa nessa nossa breve, porém inesquecível, andança pela Turquia. Se você quiser saber um pouco mais sobre os pontos turísticos dá uma olhadinha no post que criei dedicado apenas a descrição dos mesmos.

Essa minha primeira viagem internacional foi feita por intermédio de uma agência de turismo de minha cidade, portanto praticamente tudo estava incluso no pacote de treze dias que contratamos para conhecer Turquia e Grécia, os voos, traslados, hospedagens e os passeios que fizemos já estavam fechados e pagos. Ao mesmo tempo que nos poupou possíveis dores de cabeça, também nos limitou, pois só pudemos fazer aquilo que já estava programado e no tempo estipulado. Mas, com ou sem agência, o que importa é viajar!

Obrigada e aguardo a sua próxima visita!